BRANDA
Verde descendo bravio
no uivo do rio, no pasto da lã,
quão brando és no tempo vertido
jorrando vencido da pedra pagã?

Consolo acalentando o olvido
do Éden perdido por uma maçã
amansa o trote indefinido
do vento vadio varrendo a manhã.

Soldado acendendo pelo estio
ardente pavio ao tardio sol-pôr,
tropeça no bosque sombrio
ao viço aguerrido cedendo penhor.

Verdura que és olmo, pinheiro,
alfazema, urze, azevinho, hortelã
arreda o fogo maninho
do vergel, do linho, da paz aldeã.
.
A paz se mantendo na branda anciã.



4 comentários:

Concha Pelayo- Spain disse...

Qué ganas de hincarle el diente.

Te deseo pases unas felices fiestas navideñas y que el Año Nuevo sea para ti próspero y venturoso.

Un abrazo.

igigi disse...

Ti ho scoperta Margarida

observatory disse...

bonito

Zénite disse...

Belo!
__

"Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
(...)
García Lorca

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